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Upadacitinibe Pelo Plano De Saúde – 7 Verdades Sobre O Seu Direito Ao Rinvoq

Você recebeu a prescrição médica para o uso do Upadacitinibe, comercialmente conhecido como Rinvoq, e agora enfrenta a angústia de ter o tratamento negado pelo seu plano de saúde. Essa é uma situação extremamente delicada, pois sabemos que este medicamento biológico é fundamental para o controle de doenças inflamatórias graves, como a artrite reumatoide, dermatite atópica, colite ulcerativa e espondilite anquilosante. A negativa da operadora, geralmente baseada na ausência do fármaco no rol da ANS, gera uma sensação de desamparo, mas você precisa saber que a lei e a justiça brasileira estão ao seu lado.

Neste guia completo, você encontrará todas as informações necessárias para entender por que a recusa do plano de saúde é abusiva e como você pode agir para garantir o acesso ao Upadacitinibe. Vamos abordar desde a natureza do medicamento até as decisões mais recentes do Supremo Tribunal Federal (STF) e dos tribunais estaduais, além de oferecer um passo a passo prático para que você não interrompa ou adie o seu tratamento por uma falha administrativa da operadora.

O Que O Leitor Encontrará Neste Artigo Sobre Upadacitinibe

Neste artigo, você terá acesso a um conteúdo jurídico aprofundado e humanizado sobre o fornecimento do Upadacitinibe pelos planos de saúde. Abordaremos o funcionamento do medicamento, os motivos reais pelas negativas das operadoras e a fundamentação legal atualizada pela ADI 7265 do STF. Além disso, você verá jurisprudência real detalhada, aprenderá quais documentos são essenciais para a sua defesa e entenderá como um advogado especialista em direito da saúde pode conseguir uma liminar para que você inicie o uso do Rinvoq em poucos dias.

O Que É O Upadacitinibe E Qual Sua Função No Tratamento

O Upadacitinibe é um medicamento de alta tecnologia pertencente à classe dos inibidores da Janus quinase (JAK). Ele atua bloqueando sinais específicos no sistema imunológico que causam inflamação excessiva no corpo. Diferente de tratamentos convencionais, o Rinvoq é focado em interromper a via inflamatória de forma precisa, o que o torna uma ferramenta poderosa para pacientes que não responderam bem a outras terapias.

Para você que convive com dores crônicas ou lesões inflamatórias severas, o Upadacitinibe representa a possibilidade de retomar a qualidade de vida e prevenir danos permanentes às articulações ou órgãos. Por ser um medicamento de alto custo e aplicação sistêmica, o seu fornecimento deve ser garantido integralmente pela operadora de saúde quando houver indicação médica fundamentada, independentemente do valor das mensalidades que você paga.

Upadacitinibe Pelo Plano De Saúde E O Rol Da ANS

Uma das maiores dificuldades que você pode encontrar é a alegação do plano de saúde de que o Upadacitinibe não consta no Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde da ANS. É importante esclarecer que o Rinvoq possui registro na Anvisa, o que atesta sua segurança e eficácia para uso em território nacional. A ausência no rol da ANS não retira a obrigação de cobertura, especialmente após as atualizações legislativas e judiciais recentes.

Você deve entender que o rol da agência reguladora serve como uma lista de cobertura mínima obrigatória, mas não pode ser utilizado para limitar o avanço da medicina ou a autonomia do seu médico em escolher o melhor tratamento para o seu caso específico. Se o medicamento é registrado e essencial para a sua saúde, a negativa baseada apenas na lista da ANS é considerada abusiva pelos tribunais.

A Decisão Do STF Na ADI 7265 E O Upadacitinibe

Em 2025, o Supremo Tribunal Federal consolidou o entendimento sobre a cobertura de tratamentos fora do rol da ANS através do julgamento da ADI 7265. O STF definiu que o rol é taxativo, porém admite exceções cruciais que beneficiam diretamente você que precisa do Upadacitinibe. Para que a operadora seja obrigada a cobrir o Rinvoq mesmo fora da lista, alguns requisitos devem ser observados.

Os critérios estabelecidos pelo STF incluem a prescrição por médico habilitado, a inexistência de alternativa terapêutica adequada no rol e a comprovação de eficácia baseada em evidências científicas. Como o Upadacitinibe é amplamente estudado e registrado na Anvisa, ele preenche os requisitos técnicos necessários para que a sua cobertura seja imposta judicialmente, garantindo que você não fique sem assistência médica.

Jurisprudência Sobre O Fornecimento De Upadacitinibe

Para que você compreenda como o Judiciário tem se posicionado, é fundamental analisar decisões reais. Abaixo, apresentamos uma ementa que reflete o entendimento consolidado sobre a abusividade da negativa de medicamentos de alto custo e a importância da indicação médica:

TJ-SP – Apelação Cível 1009495-27.2020.8.26.0008 – Publicado em 24/06/2024 Ementa: PLANO DE SAÚDE. TRATAMENTO. NEGATIVA DE FORNECIMENTO DE MEDICAMENTO. PRELIMINAR. CERCEAMENTO DE DEFESA. Não houve cerceamento de defesa com o julgamento antecipado da lide, pois há uma indicação médica expressa para o tratamento do autor. A questão controvertida se limita à cobertura contratual, sendo matéria de direito que dispensa prova pericial. Preliminar rejeitada. MÉRITO. Negativa de cobertura médica: aplicação do CDC e da Lei nº 9.656/98. Taxatividade do rol da ANS. Limitação contratual abusiva. Direito à saúde e boa-fé objetiva. Precedentes jurisprudenciais. Leis 14.307/22 e 14.454/22. Autonomia do médico assistente na escolha do tratamento (Súmulas 95 e 102 do TJSP). Ausência de procedimento equivalente. Violação de expectativas contratuais. Dano moral configurado. Valor reduzido para R$8.000,00 de acordo com os parâmetros adotados por essa 2ª Câmara de Direito Privado. Sentença parcialmente mantida. Recurso parcialmente provido.

Esta jurisprudência demonstra que você tem o direito de exigir o Upadacitinibe sempre que houver prescrição médica fundamentada. O tribunal reforça que a escolha do tratamento cabe ao médico que acompanha o seu caso, e não à operadora de saúde. Além disso, a negativa indevida pode gerar o dever de indenizar você por danos morais, devido ao sofrimento e à angústia causados pela recusa em um momento de vulnerabilidade.

Por Que Os Planos Negam O Upadacitinibe Rinvoq

Você pode se perguntar por que as operadoras insistem em negar um direito que parece tão claro. O principal motivo é financeiro, dado o alto custo do Upadacitinibe. Os planos utilizam argumentos burocráticos para tentar transferir o custo do tratamento para o paciente ou para o Estado. Entre as justificativas mais comuns estão a falta de previsão no rol da ANS ou a alegação de que o medicamento é de uso domiciliar.

No entanto, você deve saber que a Lei dos Planos de Saúde proíbe a exclusão de tratamentos para doenças listadas na Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde (CID). Se a sua doença é coberta pelo contrato, o medicamento necessário para tratá-la também deve ser, independentemente de onde a aplicação ocorra ou do nome comercial do fármaco.

Documentos Essenciais Para Conseguir O Upadacitinibe

Para que você consiga reverter a negativa do plano de saúde de forma ágil, a organização da documentação é o passo mais importante. Você precisará reunir evidências sólidas que comprovem a sua necessidade médica e a falha da operadora. Sem esses documentos, o processo judicial pode enfrentar atrasos desnecessários.

A lista de documentos que você deve ter em mãos inclui:

  • Relatório médico detalhado contendo o CID da doença e a justificativa para o uso do Upadacitinibe.
  • Prescrição médica atualizada com a dosagem e o tempo estimado de tratamento.
  • Histórico de tratamentos anteriores que não surtiram efeito para o seu caso.
  • Documento formal de negativa emitido pelo plano de saúde (ou protocolo de atendimento caso não respondam).
  • Exames laboratoriais e de imagem que comprovam a atividade da doença.

Como Agir Diante Da Negativa Do Upadacitinibe Pelo Plano

Se você já recebeu o “não” da operadora, não se desespere. O primeiro passo é exigir que essa negativa seja entregue por escrito, pois ela é a prova principal da violação do seu direito. Em seguida, você pode registrar uma reclamação nos órgãos de fiscalização, como a ANS e o Procon, para tentar uma solução administrativa rápida.

Caso a solução administrativa não ocorra em poucos dias, a via judicial é o caminho mais eficaz para garantir o seu tratamento. Através de uma ação judicial com pedido de liminar (tutela de urgência), um juiz pode determinar que o plano de saúde forneça o Upadacitinibe imediatamente, sob pena de multa diária. Em situações de urgência, essas decisões podem sair em menos de 72 horas.

Perguntas Frequentes Sobre Upadacitinibe Rinvoq

  1. O plano pode negar o Upadacitinibe porque ele é de uso oral e domiciliar? Não. A justiça entende que medicamentos de uso domiciliar para doenças graves devem ser cobertos, especialmente se forem antineoplásicos ou biológicos de uso sistêmico.
  2. Quanto tempo demora para sair uma liminar para o Upadacitinibe? Em casos bem fundamentados, a liminar costuma ser analisada pelo juiz em um prazo de 24 a 72 horas, dada a urgência do quadro clínico do paciente.
  3. Preciso ter tentado todos os outros remédios antes de usar o Upadacitinibe? Não necessariamente todos, mas é importante que o seu médico justifique por que o Upadacitinibe é a melhor escolha agora, mencionando eventuais falhas terapêuticas anteriores.
  4. O plano de saúde pode me obrigar a usar um remédio mais barato do rol? Não. A escolha do medicamento cabe exclusivamente ao médico assistente. O plano de saúde não pode interferir na autonomia médica para reduzir custos.
  5. Posso pedir indenização por danos morais pela negativa? Sim. Se a recusa do plano causou agravamento do seu estado de saúde ou sofrimento psicológico intenso, você pode pleitear uma indenização.

O Papel Do Advogado Especialista No Caso Upadacitinibe

Você deve considerar que o Direito da Saúde é uma área técnica e em constante mudança. Um advogado especialista conhece as teses mais recentes, como os desdobramentos da ADI 7265, e sabe como estruturar o seu pedido de forma que o juiz compreenda a urgência do seu caso. Esse profissional atuará para que você não apenas consiga o medicamento, mas que o receba de forma contínua durante todo o período necessário.

Além de buscar a liminar, o advogado especializado monitora o cumprimento da decisão judicial, solicita o bloqueio de valores caso o plano descumpra a ordem e defende seus interesses contra qualquer tentativa de cancelamento indevido do seu contrato. Ter um suporte jurídico qualificado traz a tranquilidade necessária para que você foque no que realmente importa: a sua recuperação e bem-estar.

Se você está enfrentando essa situação, fale com um advogado especialista em direito da saúde para garantir seus direitos e sua tranquilidade.

Gabriel Bergamo, advogado especialista em direito da saúde, SUS e Planos de Saúde.

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