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Direito da Saúde

Carência para Parto no Plano de Saúde: 300 Dias e Exceções

·3 min de leitura ·Gabriel Bergamo

A carência máxima para o parto a termo é de 300 dias, conforme a Lei 9.656/1998. O parto prematuro ou com complicações é considerado urgência, porque a lei inclui as complicações no processo gestacional nesse conceito, e a carência máxima passa a ser de 24 horas. A cobertura do parto exige plano com segmentação hospitalar com obstetrícia, e a cesárea segue a Diretriz de Utilização 145 do Rol da ANS.

A seguir, cada situação, as regras da cesárea e os direitos do recém-nascido.

Qual a carência para parto?

SituaçãoCarência máxima
Parto a termo, sem intercorrência300 dias
Parto prematuro ou com complicação24 horas (urgência)
Consultas e exames do pré-natal180 dias

Os prazos estão no art. 12, V, da Lei nº 9.656/1998. O conceito de urgência por complicação gestacional está no art. 35-C, II, da mesma lei.

Parto a termo é o que ocorre a partir de 37 semanas de gestação.

A cesárea tem regras próprias?

Sim. O Anexo II do Rol da ANS prevê, na DUT 145, a cobertura obrigatória da cesariana em três situações:

Tipo de cesáreaRequisito
Programada por indicação clínicaRelatório médico com a condição materna ou fetal, em qualquer idade gestacional
Por intercorrência na gravidez ou no partoRegistro no prontuário ou no partograma
A pedido da gestanteTermo de consentimento assinado e, entre outros critérios, a partir de 39 semanas completas

Partograma é o registro gráfico da evolução do trabalho de parto.

E se o parto acontecer durante a carência?

Se for prematuro ou com complicação, vale a carência de 24 horas da urgência. Se for a termo e sem intercorrência, antes dos 300 dias, a operadora pode recusar a cobertura com base na carência contratual.

As situações em que a carência é discutida estão em como funciona a quebra de carência do parto, e as demais regras da gestação em carência na gravidez.

Quais são os direitos do recém-nascido?

Nos planos com obstetrícia, o recém-nascido tem cobertura nos primeiros 30 dias após o parto e pode ser inscrito sem carência se o pedido for feito nesse prazo, conforme o art. 12, III, da Lei 9.656/1998.

O que fazer diante da negativa?

  1. Pedir a negativa por escrito, obrigatória pela RN 623/2024.
  2. Guardar o relatório médico que descreve a urgência ou a indicação da cesárea.
  3. Registrar reclamação na ANS, que abre a Notificação de Intermediação Preliminar (NIP).
  4. Avaliar a via judicial, especialmente se houve cobrança pelo parto de urgência.

A negativa pode ser analisada por um advogado especializado em Direito Médico e da Saúde, a partir do contrato e dos registros do atendimento.

No parto, a lei distingue o parto a termo das complicações gestacionais. O relatório médico e o prontuário são os documentos que definem qual carência se aplica.

Gabriel Bergamo Advogado atuante em Direito Médico e da Saúde, pós-graduado na área. OAB/PR 122.307 · OAB/RJ 231.435 · OAB/SP 541.730.

Perguntas frequentes

Qual a carência para parto no plano de saúde?

Até 300 dias para o parto a termo. Em urgência, como parto prematuro, 24 horas.

Parto prematuro tem carência?

É considerado urgência por complicação gestacional, com carência máxima de 24 horas.

O plano cobre cesárea a pedido?

Sim, com termo de consentimento e, entre outros critérios, a partir de 39 semanas completas, conforme a DUT 145.

O bebê precisa cumprir carência?

Não, se inscrito em até 30 dias do nascimento em plano com obstetrícia.

Referências

  1. Lei nº 9.656/1998 – Lei dos Planos de Saúde (Planalto)
  2. ANS – Rol de Procedimentos e Diretrizes de Utilização (Anexo II)

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