Ir para o conteúdo
Acessibilidade

Direito da Saúde

Trocar de Plano na Mesma Operadora Gera Nova Carência?

·3 min de leitura ·Gabriel Bergamo

Não, quando a troca é feita por portabilidade de carências. A RN nº 438/2018 da ANS permite a portabilidade para outro plano da mesma operadora ou de outra, aproveitando as carências já cumpridas, desde que o beneficiário esteja em dia, tenha o tempo mínimo de permanência e escolha um plano compatível. Uma troca feita fora dessas regras, como uma nova contratação, pode gerar carências.

A seguir, como fazer a troca sem perder as carências e as situações que exigem atenção.

A portabilidade vale para a mesma operadora?

Sim. A ANS prevê a portabilidade para planos da mesma ou de outra operadora, com os mesmos requisitos.

RequisitoRegra
AdimplênciaMensalidades em dia
Permanência2 anos na primeira portabilidade; 1 ano nas seguintes; 3 anos se cumpriu CPT
Compatibilidade de preçoPlano de destino em faixa compatível no Guia ANS
Coberturas a maisPermanência de 2 anos no plano de origem

Quando a troca pode gerar carência?

SituaçãoRisco
Nova contratação, sem pedido de portabilidadeExigência de novas carências
Plano de origem não cancelado em até 5 diasA nova operadora pode exigir carências
Requisitos de permanência não cumpridosPortabilidade não aceita
Contrato antigo não adaptadoPortabilidade não disponível

Por isso, a troca deve ser feita formalmente como portabilidade, com protocolo do Guia ANS.

E na demissão ou no cancelamento do coletivo?

Nesses casos, a portabilidade especial exige apenas a adimplência, sem prazo de permanência nem compatibilidade de preço, inclusive para outro plano da mesma operadora. O passo a passo está em portabilidade de carência.

Como fazer a troca com segurança?

  1. Gerar o protocolo e o relatório no Guia ANS.
  2. Apresentar o pedido de portabilidade à operadora, por escrito.
  3. Aguardar a resposta, em até 10 dias.
  4. Cancelar o plano de origem em até 5 dias após o início do novo plano.
  5. Guardar todos os comprovantes.

Os prazos de carência estão em prazos de carência do plano de saúde, e as regras gerais na Lei nº 9.656/1998. A exigência indevida de carência pode ser analisada por um advogado especializado em Direito Médico e da Saúde, a partir dos comprovantes.

Trocar de plano na mesma operadora não gera carência quando feito por portabilidade. Formalizar o pedido com o protocolo do Guia ANS é o que garante o aproveitamento das carências cumpridas.

Gabriel Bergamo Advogado atuante em Direito Médico e da Saúde, pós-graduado na área. OAB/PR 122.307 · OAB/RJ 231.435 · OAB/SP 541.730.

Perguntas frequentes

Mudar para um plano melhor na mesma operadora gera carência?

Não, se feito por portabilidade e cumprida a permanência de 2 anos para planos com coberturas a mais.

Preciso usar o Guia ANS para trocar na mesma operadora?

É o caminho que gera o protocolo e o relatório de compatibilidade da portabilidade.

A operadora pode exigir nova declaração de saúde?

Na portabilidade, não podem ser exigidas novas carências nem CPT além das que faltavam no plano de origem.

E se eu só pedir a mudança de plano por telefone?

Sem o pedido formal de portabilidade, a troca pode ser tratada como nova contratação.

Referências

  1. ANS – Portabilidade de carências
  2. Lei nº 9.656/1998 – Lei dos Planos de Saúde (Planalto)

Falar com um advogado sobre o meu caso

Precisa de ajuda com o seu caso?

Este artigo é informativo. Cada situação depende do contrato, dos documentos e do histórico — mande a sua que respondemos com uma primeira leitura.

Leia também